domingo, 28 de maio de 2023

UMA VIDA ASSIM


Em nada me importa a morte

e menos ainda o seu futuro.

Dão-me que fazer as papoilas,

lenços vermelhos das searas,

ou airosas pontuando os campos em pousio.

Quero prados de papoilas à minha volta,

cantando os hinos

que só elas são capazes de cantar.

Quero um grito de revolta,

a liberdade de me erguer seara adentro

e viver a liberdade a tempo inteiro.