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quinta-feira, 23 de abril de 2020

46º. POEMA SOBRE ABRIL


Ao mesmo tempo um sonho e um grito,
assim foi Abril daquele iluminado ano:
de mãos dadas, o presente e o infinito,
rompendo as brumas do tempo insano.

Ao sonho e ao grito juntou-se a esperança
de um país de liberdade e com futuro:
da árvore que é regada e por fim se alcança
pelo esforço, o fruto então maduro.

Não importavam as noites de chão pisado,
de amargos frutos, rosas com muito espinho…
Era em frente com a rabiça à testa do arado.

O que foi a eito corre agora em desalinho,
porém, Abril não morre; nunca está parado:
torce, torna, não pereceu o povo nem o caminho. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

ABRIL SEMPRE



Noites foram mais de mil
para aquela manhã doce,
que haveria de ser Abril
por um cravo só que fosse.

Por um cravo só que fosse,
que haveria de ser Abril,
para aquela manhã doce
noites foram mais de mil.

Para aquela manhã doce
noites foram mais de mil
por um cravo só que fosse,
que haveria de ser Abril.