domingo, 29 de janeiro de 2017

SOBRE O AMOR


Outrora eram bem aceites os poemas,
que escrevia sobre o nosso amor
e o fumo etéreo dos cigarros.
O jazz ocupava-se do ambiente tranquilo,
a noite corria sem pressa nem lugar para onde ir.
Com o tempo, as estrofes perderam muito
da poesia de então; o tabaco
foi escorraçado do bar e até o jazz
substituíram por outros sons menos inconvenientes.
O amor, nascido sem pressa nem prazo de validade, permanece.
É sobre ele que te escrevo agora estes versos.