quarta-feira, 6 de outubro de 2010

BALADA DA MÃE


Um filho é como um pássaro: voa.
Depois do amor, depois do ninho,
vem o adeus, a despedida que magoa,
quando, por fim, busca o seu caminho.

A mãe sabe, por isso não são à toa
a provação, o incentivo e o carinho,
que a seu tempo alimenta e doa,
para todas as horas, a rosa e o espinho.

O mundo é agora a sua casa.
- Voa, meu menino, voa alto e além,
onde pode a alma e o olhar de mãe.

E se os ventos forem de feição,
leva-me também o coração
e alarga o céu a golpes de asa.

8 comentários:

  1. E se os ventos forem de feição,
    leva-me também o coração
    e alarga o céu a golpes de asa.

    Lindíssimo o teu soneto. Cada verso com uma mensagem que o coração de mãe entende e vive.
    ...Leva-me também no coração...
    Só pode ser este o último grito maternal.

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  2. Todos os sentimentos cansam e "desistem", menos o amor. Sentimento algum é tão teimoso! Até quando passa, não acaba. Posto de lado, jamais se conforma. Mesmo se afogando na impossibilidade, não morre.
    Bjs com carinho

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  3. Olá amigo João.
    Passando para desejar excelente semana e ler mais algumas das tuas escritas.
    Baladas para as mães, nunca são demais.
    Um abraço.
    Victor Gil

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  4. Caríssimo João

    Tornou-se imperativo passar por aqui de vez em quando para por em dia a leitura destas coisas sublimes que você tão bem sarrabisca!

    A sua poesia fala-me, tanto, tanto...

    Um Abraço

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  5. Nossa João, escreve belíssimas palavras que entoam como sentimentos para quem te lê!
    Parabéns e grande abraço.

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  6. Olá João!

    Xutos e boa poesia!
    Voltarei.

    Bjs

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  7. Vou te seguir, me siga também?
    Grande abraço querido.

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  8. mãe sofre... sofre... sofre quando ele voa, sofre quando ele não voa...

    ô sina..rs

    .

    abraços,

    roberta silva

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