sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CAVALOS II

Ah, mas se eu pudesse, como o vento,
tocá-los com um dedo só que fosse,
que indizível seria esse momento!
Que contentamento tão fino e doce.

Porém, fogem-me, por encantamento
quase me trespassam sem tocá-los,
como tudo o que afinal invento,
sejam poemas, neblinas ou cavalos.

Compraz-me vê-los soltos, surreais,
pégasos de nós, furtivos e imortais,
em aparição furtiva, mas tão real,

que a fantasia do que sejam, afinal
não passa de sonho ou coisa tal,
que apenas se pressente … e pouco mais.

3 comentários:

  1. Bom dia João
    Um Soneto muito agradável, com um encanto que nos motiva numa imagem que nos emotiva.
    Obras de Mestre que sabe escrever usando as palavras certas e correctas.

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  2. João,

    dos seus versos e avesos, aprendi que os cavalos oníricos devem ser amansados com cabrestos telúricos.

    Forte abraço!

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  3. Cavalos...
    O meu animal preferido, tão bem versejado!

    Abraço dos Alpes

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