
Agora tenho os heterónimos à perna,
reclamando o que negaram nos anais
- príncipes mortos para a vida eterna –
do mestre, filhos legítimos, cerebrais.
Em resumo, é simples a reclamação:
querem os meus lençóis, notoriedade,
pedem para si equidade n’atenção.
Eu é que não cedo à promiscuidade.
Direi o mesmo a quem quer que seja,
sem cuidar de literatura ou de cautelas.
Desassossego? Sonhos? Inveja?
Não: só uma dor aguda nas costelas…
reclamando o que negaram nos anais
- príncipes mortos para a vida eterna –
do mestre, filhos legítimos, cerebrais.
Em resumo, é simples a reclamação:
querem os meus lençóis, notoriedade,
pedem para si equidade n’atenção.
Eu é que não cedo à promiscuidade.
Direi o mesmo a quem quer que seja,
sem cuidar de literatura ou de cautelas.
Desassossego? Sonhos? Inveja?
Não: só uma dor aguda nas costelas…
Que coerência!
ResponderEliminarSurpreendente!
Isto para não falar da qualidade poética do texto... mas essa já se tornou habitual!
Um beijo
Pessoas... Gosto de todos. :)bjs
ResponderEliminarÉ mesmo, faço minhas as palavras da Lídia!
ResponderEliminarÉs demais!
Cirúrgico!
Gostei imenso!
Beijinho
Muito bom..achei coerente e engraçado
ResponderEliminarAbraços