A modesta haste de alfazema fez-me companhia o dia inteiro. Primeiro, um tanto crespa em todo o cálice azul-violáceo, depois, à medida das minhas carícias entre os dedos, foram emergindo pequenos borbotos que se soltavam da planta, deixando uma fina penugem acariciar-me, suave. A dádiva da haste de alfazema veio depois: tinha os dedos lesos eram veludo contra veludo quando deles dei conta. Cheirei-os e era a veludo que cheiravam. - Veludo não é cheiro, dizem-me. - É! Veludo é cheiro e perfume quando em troca de nada nos beijam.