Aqui, no local onde me encontro, do lado de cá do sol, solene sobre um chão imundo de lixo, tenho os olhos e a boca secos como palhas e finjo ser um pássaro qualquer, debicando moléculas de ar fresco.
Ninguém suspeita, se há alguém, desta minha mágoa em festa, digo, desta revelação da minha dor. Há ainda um fio de luz apenas perceptível pela persistência do olhar. Expira assim um ano inteiro em agonia. Paz à sua alma.