Tudo serviu para encher o sapatinho: pechisbeque, algodão doce, pós de Maio p’ras frieiras, vinho com gasosa, juras, pão com chouriço, só para crer – pouco que fosse – nestoutro salvador de serviço.
De opíparo manjar, no concreto, sobra um mísero espantalho (segundo filho de Gepetto) com ar refinado, falso, o malino, que não passa de açorda d’alho, a puta de chapéu fino.*
Primeiro que não, que nem pensar, depois, bem vistas as coisas, votas. Agora (é tarde) escusas de argumentar: já vai longe, assobia-lhe às botas.
Há coisas que é moléstia experimentar e, para más figuras, é melhor sair de cena: uma, é ensinar os pássaros a voar, e às pedras é escusado, não vale a pena…
O sol é revogado, o vento e as nuvens não resistem à severa maioria e não há consenso para o luar. A taxa aplicada ao oxigénio será alargada aos animais domésticos – excepto os peixes, que pagarão imposto anual, líquido – até à promulgação da lei da respiração por cabo. A maioria chama agora crise a tudo o que mexe.
A maioria garante o dia de 24 horas a sucessão do dia e da noite e a fotossíntese. Gratuitamente. Todos os restantes divertimentos deverão constar na declaração de irs. Não haverá mais lugar para invocar a retroactividade da fome, com excepção para os subscritores da bula.
Parágrafo único: Nenhum cidadão poderá morrer sem autorização de sua excelência. Por escrito.