Mostrar mensagens com a etiqueta Quadras soltas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quadras soltas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MAÇÃS NO CESTO


Cada maçã tem um cesto,

maduras, estão de resto;

uma não há quem a veja

deus a guarde, no seu esteja.

 

domingo, 19 de abril de 2020

A VIDA


A vida é um painel de azulejos
numa gare em movimento:
entradas, saídas, alguns beijos,
que vão e vêm com o tempo.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

ALEGRIA




Quando a alegria não corre
sou eu quem corre atrás dela,
se a deixo parar ela morre,
e eu morro de tristeza sem ela.

sexta-feira, 9 de março de 2018

QUADRAS SOLTAS lll


Dar amor num só beijo
Não é apenas consolo
É como despertar o desejo,
A cereja em cima do bolo.

Escrevo esta carta d’amor
Com um perseguido fito:
Que a possas saber de cor
E dizeres-me o que hei dito.

Apaguei fogos alheios,
De amores, assim-assim.
Beijos e afectos, dei-os,
Não os guardei para mim.

Almas gémeas ou siamesas
Dão o mesmo resultado,
Que as outras, sem certezas,
Convivem bem lado a lado.

Que é amor se não entrega,
Dar de nós o que em nós há?
A vida, o corpo, a enxerga,
E tudo o que mais se verá.

quarta-feira, 7 de março de 2018

QUADRAS SOLTAS II



Tenho os anos da idade,
O iva meto-o ao bolso,
Para não ter necessidade
De pedir o reembolso.

Faz-me festas, dá-me mimo,
Não queiras que entristeça,
Que eu quero ver se animo
E levanto de vez a cabeça.

O que me dizes, confesso,
É muita parra e pouca uva,
Está errado o endereço;
Tira o cavalinho da chuva.

Sempre tenho fugido
Ao teu sorriso enigmático
Por lembrar o cheiro fingido
Que têm as flores de plástico

Todo o barco tem por fim
Chegar breve e a bom porto,
Só o que parte de mim
Dá mais voltas que o rio torto.

segunda-feira, 5 de março de 2018

QUADRAS SOLTAS


Seda, cambraia, brocado
Podem mudar-te a feição
Mas o que levas trajado
Não te veste o coração.

Batem com a mão no peito
Dizendo-se bons cristãos
Para tirarem proveito
E pecar com as duas mãos.

São contra os toiros de morte
Por vaidade ou por capricho
Mas não desdenham da sorte
De um bom bife do bicho.

Tudo em fila no pelotão
Pedalando na bicicleta
Haja quem dê um esticão,
E chegue primeiro à meta.

Tanta pressa, tanta pressa,
A vida sempre a correr,
Até que um dia tropeça
Sem ter pressa p’ra morrer.