Ao longo dos anos e dos livros – nuns mais do que noutros – fui escrevendo os meus poemas políticos. São revoltas, tomadas de posição, intervenções sociais, tal como as concebo.
É este o tema que agora vos proponho para breve.
Apresento-vos o meu amigo “Zé da Casa Velha”(OLHARES, foto de J. Filipe Bacalas). É vedor nas horas vagas. “Um dom” que tem e não sabe explicar. Descobre os veios subterrâneos de água com a ajuda daquilo que para mim é apenas uma varinha.
A água é hoje, para além dum bem essencial e também escasso, um factor de cobiça económica e política, que prejudica irremediavelmente as populações. Devem ser estas a administrarem a sua captação e distribuição domiciliária, através dos seus eleitos locais e não empresas mais ou menos bem intencionadas, cujo objectivo é necessariamente o proveito próprio.