Quando o supremo diz não matar
deixamos as palavras em quarentena,
não vão elas contaminar os incautos
e agitar as consciências adormecidas,
mas se o desígnio for matar,
depressa descobrirão armas no paiol,
pagas com o esforço insano dos incautos,
e mandarão atirar a todas as palavras sobreviventes.
