Tinha tudo para ser resplandecente, uma cor garrida que fosse, esta manhã de vinte e seis de Abril. Não pelas promessas recentes ou porque, de repente, outro oásis nos fosse anunciado, mas somente porque assim deveria ser. E não é. Deveria sê-lo pelo que bastou de outros dias e noites mal vividos; mal dormidas e pelo que nunca será bastante de combates pelo pão e pelo sol que todos sabemos pronunciar e só alguns podem saborear. Tinha tudo para ser de festa ainda este dia 26 de abril cinzento e triste como foram todas as noites para aqui chegar.