Ah, sim, eu vivo dentro dessa guitarra encantada, ainda como dócil embrião, que segura as notas como amarras e se solta nelas, vão elas para onde vão…
Cheira à minha rua, quebrada abaixo, quebrada acima, com o meu arco de ferro; a mão dum anjo protector – eu acho – suprimindo os trilhos que não quero.
Adulto, porém, mais os acordes me aprazem em tão delicioso e familiar solfejo, como se o anjo, agora, me desse um beijo
e me dissesse, como os querubins fazem, batendo as asas em jeito de vassalagem: - como o prometido, cumpri o teu desejo…