Os desenhos que me encantam são traços que a memória vai tecendo. À primeira vista quase nunca os entendo; vejo o que me apetece: tudo e nada. Só de os pensar, dedilho-os como renda de bilros. Dizem-me os desenhos que me espante, que me evada. Não, isso não! Serenamente vou tecendo, construindo o napperon de teias de algodão e espero sento-me depois para comemorar já saciado.