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segunda-feira, 7 de março de 2011

FLOR DAS FLORES


Há em ti choro de plátanos e de rosas,
doendo em cada lágrima vertida:
olhos de amêndoa lisa, cristais de vida,
raiando nas madrugadas mais frondosas.

Só de perto se distingue o amarelo das mimosas,
pequenos sóis em cachos, pendendo a vida
das minhas mãos suspensas, negando a despedida.
Só de perto se distingue o amarelo das mimosas.

Que pode um cravo apenas branco,
da imensa e tão breve primavera, quando
mil flores colorirem o chão a aguarela?

Enquanto não cativar e for cativo,
jardineiro de jardim onde não sirvo,
regarei, lágrima a lágrima, a flor mais bela.