Naquele dia, o lobo calçou meias de lã
e atou-as ao dorso para que não caíssem.
Em seguida juntou-se ao rebanho de ovelhas,
que ali pastava, exibindo o estranho traje.
Para seu regozijo, as ovelhas aceitaram-no
como um dos seus e ali conviveram por um tempo.
Alguns dias passados, as ovelhas começaram
a desaparecer, a desaparecer, até restar apenas uma.
A derradeira ovelha, entretida a pastar,
questionou o lobo sobre a rezão do estranho
desaparecimento,
ao que o lobo, fingindo-se alheio, respondeu
que teria sido o carneiro a retê-las em algum lugar.
No dia seguinte, o lobo comeu a ovelha sobrevivente,
como fez com as restante desaparecidas.
